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Passeio ao Nariz do Mundo 2012

Volta ao Nariz do Mundo e a queda de Zundapp.

Conforme o plano anual do Rota Dura dia 18 de Março de 2012 encontrá-mo-nos no BP de Lordelo para um passeio ao Nariz do Mundo.
Eu, o presidente José Ferreira, o Mário Brás, o Carlitos e o Paulo Cabral, mais conhecido pelo Paulo Maranus. Nem posso crer, tudo com KTM.
Iniciei o dia logo com um problema, o parafuso do meu selector de velocidades partiu quando tentei aperta-lo melhor (nabice mecânica pura), quase que entrei em pânico. Telefonei ao Nando, apesar de não ele ir ao passeio, e ele não atendeu. Telefonei à mulher do Nando e consegui. Resolveu-me depressa o problema. Obrigado Nando e Desculpa Maria João pelo telefonema às 7:30am.

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Quando cheguei à BP já passava da hora combinada, cumprimentos e foto da praxe e seguimos pelo percurso pelo lado de Borbela. Mal chegamos ao trilho da água, que fazemos quase todos os domingos, tivemos de apertar o selector da KTM do Paulo, um pouco mais acima em Relva a mesma KTM começou a ficar sem embraigem devido a um problema hidráulico, ainda assim o corajoso do Restaurante Maranus não desistiu e resolveu continuar. Bravo! Aqui está ele na foto.

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Pode-se pensar ser uma decisão fácil, pois tratava-se de um passeio, mas o facto é que o percurso marcado tinha muitos trajectos técnicos, com muita pedra solta, muitos empedrados, muitas zonas sinuosas lentas, muitos single tracks... e poucos estradões rápidos. Está é a principal beleza do percurso, que associado à belíssima paisagem e ao factor gastronómico, torna este passeio obrigatório de repetir no futuro.

Depois de Relva passamos por Testeira, onde fizemos uma espetacular descida pelo empedrado até quase ao campo de futebol e seguimos em direcção de Samardã que fizemos pelo percurso pedestre do Fojo do Lobo, mais uma zona muito técnica. Aqui encontramos um bonito exemplar da vida quotidiana da Zona do sexo feminino segundo o habitante que a acompanhava.

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Após Samardã subimos a encosta do Alvão por estradão com piso escorregadio e cheio de cotovelos. Quando chegamos ao topo a temperatura baixou drasticamente e havia vestígios de neve no chão.

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A passagem pelo Alvão vez-se sempre por caminho, respeitando o Parque, mas por um caminho fantástico que convidou a alguma velocidade mas exigiu muita atenção, pois existiam muitas pedras soltas e fixas. Também se passaram algumas bonitas linhas de água que atravessavam os caminhos.

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Quase chegados a Alvadia fizemos uma subida de pedras soltas que fez tombar o Carlitos. Fruto dessa queda tivemos de reparar o seu selector de velocidades. Nada que um arame e muita fita americana, bens essenciaveis na bolsa de um bom endurista, não resolvessem. Após Alvadia chegamos ao reservatório de água da central hídrica de Cerva, Rio Poio. Descemos pelo famoso empedrado até Cabriz, sempre com o tubo de água da hídrica à vista.

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De Cabriz a Cerva é um salto, mas é difícil percorrer por trilhos pois existem muitas vedações, muros e portões. As zonas cultivadas são no geral mais difíceis de atravessar. Por isso quase sempre por alcatrão demoramos poucos minutos a chegar a Cerva e ao único porto de abastecimento.

Na semana anterior tinha telefonado para o posto mas, o desconfiado dono do posto, não me queria dizer por telefone se estaria aberto ao Domingo. A que ponto chegamos em Portugal. Imaginem, tinha medo que essa informação fosse para alguém mal intencionado que o quizesse assaltar. Ainda tivemos tempo para um fino e umas batatas fritas, e para conversa com a jovem do posto que tinha aliança de noiva no dedo anelar da mão direita, mas não estava nem noiva nem casada. Seria para confundir os forasteiros? Momentos de riso...

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Depois de abastecidos tomámos a direcção de Formoselos, tivemos de ultrapassar a A7, o percurso estava marcado por baixo de uma das suas enormes pontes. É aqui que surge o primeiro grande erro do trajecto, no Google estavam marcados caminhos antigos, talvez da obra da ponte, que agora estavam completamente fechados, pela vegetação, por falta de uso. Foi neste momento que se praticou um pouco de extreme, pondo à prova as capacidades e técnicas adquiridas nos domingos de manhã. Mesmo assim, e acreditem que fizemos grande esforço, não se conseguiu prosseguir pelo “track” marcado. Tivemos de voltar para trás, e por alcatrão, apanhar o trajecto mais à frente. Fica uma foto do Paulo a subir uma das dificuldades desta parte do percurso. Do Carlitos a empurrar na mesma subida.

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Do pessoal a descansar depois de empurrar e do muro que tive de subor para pouco depois perceber que não podíamos continuar.

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Podem ficar descansados que já melhorei esta parte do percurso, para a próxima já não voltamos para trás.

Chegados a Formoselos seguimos até Agunchos por paralelo, e aqui seguimos por um trilho “cinco estrelas”, rápido, com várias poças de água, com alguma areia, algum saibro escorregadio muito liso, com muitas curvas e saltos. Mais um trilho fantástico! Logo após surge a ponte que nos permitiu passar o Tâmega. a Ponte em Cavez. Logo após a ponte surge a Praia Fluvial, local de encontro da Ribeira de Moimenta com o Tâmega. Local muito simpático para, com outras temperaturas, dar uns mergulhos.

É aqui a porta de entrada para a Serra da Cabreira onde se poderá admirar a saliência rochosa a que se dá o nome de Nariz do Mundo. Muitos acham que o nome, Nariz do Mundo, vem do nome do restaurante, mais foi antes este que o que adoptou. Desta vez a escolha do Restaurante não foi essa, iríamos antes a Arco de Baúlhe. Local mais sossegado, com a gastronomia mais cuidada, onde o atendimento é personalizado e não de massas onde param excursões de autocarros para almoçar à fartazana.
A Serra não é fértil em povos, ainda assim passamos em Vilela e Meijoadela. foi aqui que tivemos de abrir uma cancela para passar. Parte do trajecto que fizemos estava fitado e tinha vestígios da passagem de um Raid na Zona. Podera, o percurso é lindo. Passamos bastante ao lado da aldeia de Uz e no ponto mas a norte de todo o passeio andamos apenas uns metros em alcatrão para entrar na famosa calçada ou empedrado que noz faz passar pelo Rio Batoco. Foi aqui que surgiu a grande avaria. A KTM do Paulo, que já tinha rolado quase 90km sem embraiagem, foi abaixo e ninguém a conseguiu pegar. Não tinha bateria e de Kicks parecia ter muito pouca compressão, tal era a facilidade com que esta baixava.

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E logo aqui... como podem imaginar na passagem da linha de água é ponto mais baixo, para trás uma boa subida e para a frente outra igual ou pior.
Desistimos de a tentar pegar e toca a empurrar, ainda tentamos fazer uma corda com o casaco do Paulo, mas sem sucesso. Empurrar a moto à mão por ali acima era difícil, mesmo com três, porque subia muito mas a roda da frente ficava muitas vezes presas na pedras da calçada. Combinamos que iria à aldeia, ali perto, Moscoso, tentar arranjar uma corda, mas em vez disso logo após a subida arranjei uns bons metros de arame forte. Já quando voltava para trás, de arame enrolado a tiracolo como uma carteira de senhora aparece o Paulo a subir o empedrado. Para meu grande contentamento, a moto ressuscitou. O Mário Brás resolveu fechar a gasolina, “bombar” mais umas “kicksadelas” e a moto,que entretanto já estava fria, resolveu pegar.

Eram 14:30 e tínhamos chegado à aldeia de Moscoso, local onde se inicialmente tinha programado para parar para almoçar, mas como já se explicou anteriormente se alterou para O Caneiro em Arco de Baúlhe. Assim metemos mãos à obra e decidimos continuar após telefonar para o restaurante. A simpática funcionária disse que fechavam às 15:00h mas que esperariam por nós com a comida pronta. Isto sim, é forma de receber!

Para sair de Muscoso e agora em direcção Sul (direcção a casa) seguimos por mais um empedrado. O caminho segue depois quase em linha pelo cume do monte até Formigueiro. Aqui passamos a aldeia e o caminho volta a ser empedrado mas desta vez quase sempre murado. Parece uma via lenta empedrada que dá acesso aos campos a sul da aldeia. Caminhos limpos e bem tratados. Infelizmente depois dos campos o caminho desapareceu e só com alguma insistência conseguimos perceber que existia caminho mas estava fechado. O nosso objectivo era passar para o para o outro monte a oeste, mas na linha de água existente entre os montes a vegetação impedia-nos de continuar. Este revés fez-nos perder minutos que não tínhamos, mas fez-nos voltar a percurrer o bonito trajecto empedrado até Formigueiro onde apanhamos a estrada de Asfalto até Cambeses. Fica a promessa de resolver este problema de navegação para a próxima não deixar de fazermos parte deste trajecto. Os meus companheiros de viagem começavam a ficar impacientes do estômago e com falta de confiança no navegador que sabia estar perto da pausa prometida.

De Cambeses a Chacim passamos pela Aldeia Rio Douro, por um percurso que também estava fitado, já era o segundo. Quase sempre dentro de um eucaliptal, o trajecto estava limpo e bem marcado pela organização do passeio. Era sem dúvida alguma bem escolhido, apesar de ser quase sempre a descer, era em pedra lisa e escorregadia, cheio de folhas de eucaliptos e alguns ramos, muito divertido de fazer.

Chegados a Chacim não consegui conter os ânimos do pessoal, tive de seguir por asfalto até Cabeceiras de Basto e depois Arco de Baúlhe. 11,5 Km de Asfalto em vez de 4,5 pelo monte, fiquei triste mas tinha de ser...

Ver no mapa a verde o caminho pelo monte a a vermelho o caminho pela estrada.

O Malta eu estava mesmo a dizer verdade... 5 minutos pelo monte e estaríamos a almoçar....

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Conforme prometido pela simpática funcionária, que até me deu dois beijinhos, a mesa estava posta para os cinco e a entrada foram logo os pratos principais. Arroz de Polvo no Forno e Cabrito Assado servidos como deve ser, nos tachos e Travessas de Barro onde se cozinham, tudo bem quente. Bebemos vinho verde, eu preferi o tinto bebido pela malga. De sobremesa o doce da casa, uma espécie de crepe com claras batidas e doce de óvos que nos pôs nas nuvens. Chegamos às 15:20h e saímos de lá às 17:00h pelo meio ficaram também 5 garrafas de vinho. O que nos valeu foi a boa comida. A companhia estava óptimo mas tínhamos de regressar, não antes de pagar 19€ por pessoa, muito em conta para a qualidade, também, sem antes dar mais dois beijinhos à simpática cozinheira que reclamara o nosso atraso, não por se querer ir embora, mas por achar que o cabrito estava passado demais. (Para mim não estava).

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Depois do almoço duas desistências,... o Paulo na sua marterizada KTM perferiu regressar pelo asfalto e o Mário Brás por simpatia ou por vontade de regressar, ainda estou para saber. Afinal os 100km anteriores foram quase todos de exigente pilotagem, pouco estradão e muitos trilhos técnicos e de piso duro.

Nós, os do “Monte” depois de abastecer seguimos em direcção a Atei, Mondim de Basto ganhando tempo por asfalto para compensar o demorado Almoço. O Zé Ferreira mostrava inícios de stress pelo facto de estar a ficar tarde, mas eu sabia que se mantivesse-mos o ritmo e se atalhássemos aqui e ali chegaríamos a Vila Real ainda com sol. E assim foi.

Quase depois de Mondim de Basto, em Paradança voltamos ao trajecto. Sobimos até ao Alto do Courisco de onde se pode apreciar uma bonita paisagem, inclusivé o Alto de Nossa Senhora da Graça. Neste trajecto subimos ainda um dos maiores corta-fogos da zona.

Alto-do-Courisco

Seguíamos em direção este até às Fisgas de Ermelo, o nosso objectivo era Varzigueto que ficava na outra margem do Rio Olo Passamos o rio na ponte antes de Varzigueto e seguimos por estrada até Fervença. Em Fervença apanhamos o trajecto que estava marcado até Arnal. Mais directo não podia ser, da posição em que estávamos seguíamos perto do azimute traçado para Vila Real. Na descida para Arnal o Carlitos deu um pequeno tombo sem grandes consequências, a força começava a faltar para um percurso tão exigente. Sim, estamos a falar da famosa subida, neste caso descida da fonte de Arnal até ao estradão por trás do lago.

Finalmente rolamos até Relva sempre pelo Monte, depois Lordelo e finalmente paramos para a última foto do dia na BP de Lordelo que aqui não consta por ter pouca luz.

Mas a crónica não acaba aqui! E os companheiros do “asfalto”.

No percurso até casa, nos semáforos do cruzamento do restaurante maranus encontro o Luís, irmão do Paulo. Prontamente me disse que ía buscar o irmão a Vila Pouca de Aguiar. Curioso, quando cheguei a casa, telefonei ao Paulo que estava parado à espera do Irmão. Foi então que me contou que a moto tinha avariado antes de chegar a Vila Pouca, em Santa Marta da Montanha, e que tinham parado num café. O dono do café, simpático, guardava a moto do Paulo e este seguiria de Boleia com o Mário, mas... parece que o Mário tinha o pneu em baixo. Assim, decidiram telefonar ao seu irmão Luís para o ir buscar. Nesse entretanto um cliente do café prontificou-se a dar boleia ao Paulo até à rotunda de Vila Pouca, local onde se encontraria com o irmão.

Agora é para rir mesmo!

Paulo pagou o consumo do café que entretanto fizera e quando saiu para fora do café não encontrou o tal cliente da boleia, voltou para dentro do café e perguntou pelo senhor. Disseram-lhe que ele estava lá fora à espera dele. Saiu novamente e quem viu. O tal cliente estava sentado numa Zundapp à espera do Paulo, que nem queria querer na boleia que tinha arranjado.

Conta o Paulo: “...lá me sentei com algum receio. O homem arrancou, meteu primeira, segunda e terceira, mas passados 40 metros estávamos no estatelados no chão... rebentou um pneu.” “...ainda tentei segurar a moto com os pés no chão, mas o homem não consegui controlar a zundapp. O que me valeu foram as protecções.”

Estive pelo menos 5 minutos às gargalhadas, mas ainda me ri mais quando telefonou o Nuno Real e tive de lhe contar. Quase não conseguia controlar o riso na altura em que lhe contei da boleia da zundapp. Depois ainda tive de lhe contar da queda e aí ainda me ri mais.

Obrigado malta pela comapanhia...

Paulo, mas valia a boleia com o pneu baixo do Mário... do que na zundapp do homem do café de Santa Marta da Montanha. Merci pela companhia e parabéns pela persistência... és um bom endurista a precisar de cuidar melhor da montada.

Mário, devias saber que mais vale uma KTM de roda baixa do que uma zundapp conduzida por um homem saído de um café ao fim do dia... talvez depois de ter bebido uns copos de vinho verde tinto caraterístico da região. Precisas de melhorar a forma física, estavas cansadinho à hora do almoço.

Carlitos. Bom andamento constante e a melhorar de rítmo. Bom parceiro, calmo e confiante. Não me abandonas-te quando todos queriam ir por asfalto, valeu! Gracias pela companhia.

Zé Ferreira. Fiz o percurso a pensar em ti, quase sem estradões. Gostei quando te ouvi disseste “...não sabia que existiam tantos bons caminhos por aqui...”. Sei que não aprecias viagens tão grandes, e “stressas” com a falta de luz no fim do dia. Mais confiança em quem navega que também está preocupado com isso. És sempre com companheiro por isso em dinamarquês para ti. Dank u

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Passeio a Barragem da Paradela 2012
Dia 10 de Março de 2012 saímos de Vila Real (Zé Pedro, Nuno Real e Nando) com o objectivo de acompanhar um grupo de amigos até à Barragem da Paradela. Quase todos do concelho de Sabrosa, esperavam por nós em Lamares. Depois dos habituais cumprimentos e de uma pequena reparação nas tampas da minha KTM provocadas por um trilho com densa vegetação, seguimos até à reta de Vila Pouca pelo monte de São Bento. O grupo abasteceu na bomba da recta de Vila Pouca de Aguiar, antes do cruzamento para Telões. Chegados a Telões o grupo dividiu-se, as duas rodas e quatro rodas.

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Nós, nas duas rodas, demos uma volta à famosa pista de motocross de Telões (41.453889°; -7.699407°) antes de iniciar a travessia do Alvão até Ribeira de Pena. Percurso quase sempre sinuoso e com muita pedra, divertido de fazer por ser técnico mas não muito duro. Diria que foi perfeito depois do aquecimento até Telões.

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Chegados a Ribeira de Pena, tivemos ainda oportunidade de ver o Fantasticable (cabo de slide do Pena Park) e atravessamos a Serra de Ribeira de Pena até ao ponto que tinha estipulado para passar o rio Tâmega. Infelizmente quase não podemos tentar, pois o acesso ao ponto está vedado pela dona do terreno que teimosamente, quase, não nos concedeu passagem, mas o grupo manteve a postura e com muito jeitinho e negociação conseguiu-se a chave do portão...

Infelizmente o rio, apesar da seca, ainda levava muito água que nos desencorajou a passagem (As motos de quatro rodas conseguiriam de certeza). Desistimos desta alternativa e voltamos ao trajecto marcado pela pequena aldeia de Balteiro onde existe uma ponte de pedra que permite a passagem do rio. Após a passagem viriam os famosos corta-fogos da zona, mas um pequeno erro de navegação levou-nos a uma volta maior com menos subidas, mas com um trilho muito bonito que até estava marcado com fitas de um passeio por lá realizado.

Seguimos, e uns kms à frente (mesmo antes do almoço) encontramos o grupo das quatro rodas que estavam a petiscar uma óptima bôla de Carne (obrigado Pedro e mãe do Pedro) e um bom vinho tinto (obrigado José Barros). Ainda tivemos tempo para um desafio de subir a um pico que tinha uma torre de vigia (41.645193°; -7.754305°), mas a vertente escolhida para a subida era para trial e não para enduro, mesmo extreme. Logo a seguir o grupo ainda tinha barriga para o Almoço na aldeia de Vilar, no Restaurante Casa de Vilar (41.673221°; -7.748179°). Apesar de comer apenas a minha sopa posso comprovar que o almoço estava apetitoso, pois provei o bacalhau e a carne, o preço foi bom e o "chiripiti" estava disponível para ajudar à digestão. Confirmo nesta última frase do parágrafo que o grupo tinha um bom (alguns óptimoSmile) apetite.

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A etapa da tarde até à Estalagem da Bela Vista iniciou com o abastecimento das mais gulosas em Vilar e foi mais monótona em termos de percurso, de realçar apenas que perdemos dois companheiros que ficaram para trás (Recado: Pessoal toca a melhorar o procedimento de olhar para trás e parar logo que se percebe que o companheiro de trás não vem... se assim se fizer para toda a gente até ao primeiro.) Em Montalegre parou-se novamente para abastecer os dois depósitos, o das motos nas bombas do intermarché e o nosso no bar do Bombeiros de Montalegre. Os nossos agradecimentos ao Comandante pois ofereceu a bebida ao pessoal.

Foi após esta última paragem do dia que surgiu um percurso muito divertido desde a aldeia de Donões (41.833090°; -7.815306°) até ao limite do Parque Nacional do Gerês (PNG) em Mourilhe (41.837281°; -7.843208°). Um single track em pedra escorregadia e molhada com bastante terra preta à mistura, que embora tenha sido difícil de encontrar pois a entrada estava fechada ora pela vegetação ora por cercas nos caminhos, proporcionou ao teimoso grupo das motos de duas rodas bastante diversão (e alguma dor de costas para os insistentes em andar sentado). Pena foi a impossibilidade em percorrer alguns km's no PNG pelo percurso anteriormente marcado que passaria por vários pontos de interesse como a aldeia de Pitões da Júnias (41.841202°; -7.949786°). Em vez disso percorremos uns kms em asfalto e ainda tivemos oportunidade de passar pelo meio de um incêndio agravado pela insistente seca que tem ocorrido este ano (3 meses de inverno sem chuva).

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Chegados à estalagem da Bela Vista (41.784279°; -7.941812°) perto de Outeiro com uma vista priviligiada sobre a Barragem da Paradela que faz justiça ao nome que tem, a preocupação do grupo centrou-se no banho de piscina interior acompanhado de um bom vinho verde tinto (Obrigado Pedro Costa pela lembrança) e,... das pequenas histórias das peripécias vividas nesse dia, como a senhora do portão do rio Tâmega, o tombo do Arménio quase fotografado (41.755131°; -7.732487°), ou a passagem por de baixo do poste de alta tensão no Alvão (41.453620°; -7.712965°),...

A estadia na estalagem da Bela Vista foi agradável. Boa cama, bom colchão, bom chuveiro e bom aquecimento. A varanda para o jardim serviu para secar o equipamento suado, o banho de piscina foi óptimo. O jantar esteve suficientemente agradável. O serviço prestado pelos funcionários foi simpático e suficientemente célere. Sumariamente diria que foi de quatro estrelas. O preço terá sido um pouco pesado para a época baixa (49€ por quarto duplo e 20€ pelo jantar).

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À hora marcada estavam todos prontos e o pequeno almoço foi simpaticamente antecipado pelo serviço do hotel para as 8:00am, o Pedro da OK Pneus tinha passado mal a noite e não pode continuar o passeio, por isso regressou na carrinha que o Rafael da Moto Ás simpaticamente cedeu para a logística do passeio (Obrigado Rafael). Saímos em direcção a Sul pela Aldeia de Fiães do Rio, a passagem pelo Rio Cávado foi feita por um bonito empedrado (41.783031°; -7.922412°). Que boa forma de iniciar o dia!

O percurso manteve-se a grande nível e em Vila da Ponte a passagem escolhida, permitida apenas às duas rodas, permitiu aos pilotos mais habilidosos mostrar o que valem. Uma subida com lama (41.719934°; -7.892434°). Valeu a ajuda e todos passaram.

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Rolamos até aos aero geradores da Serra do Barroso onde se fizeram duas alternativas ao percurso interessantes, até chegarmos à Nossa Senhora do Monte (41.685290°; -7.859439°). Alguns elementos já manifestavam falta de energia, mas a bôla de carne que chegou entretanto, pois paramos para mudar o único furo do passeio, no pneu da frente do Rafael, repôs a energia que faltava, e as duas rodas continuaram unidas (esta é para ti Arménio Wink). Neste local a paisagem era muito bonita, via-se a grande barragem dos Pisões. Boa foto do Real-Off-Road.

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Seguimos com mais uma alternativa espetacular até Cerdedo, mais uma vez perdemos o pessoal de trás em Cerdedo... (ler outra vez o recado Smile). Tendo agora como objectivo encontrar de novo o percurso, seguimos pela encosta de um monte, e a falta de limpeza dos caminhos obrigou o grupo a subir por uma mata acima, até ao cume, para apanhar um novo caminho (41.651529°; -7.888070°). Com a ajuda de todos subimos. Foi aqui que encontramos um Todo Terrenista do Porto, com a sua suzuki DR que possui residência de fim-de-semana em Montalegre. Subiu pelo mesmo percurso com grande mestria (Abraço para o José Guedes, prometido é devido, seguirá para o seu e-mail fotos e percurso da malta de Vila Real e Sabrosa).

Partimos em direcção ao parque eólico de Seixa (41.605903°; -7.899393°), já a sul de Salto. Antes de Beços isolei-me do grupo pois estava com fome de navegar sozinho e andar ao meu ritmo. Chegado quase a Beços numa zona agrícola o percurso atirou-me para um caminho muito fechado pela densa vegetação. Antes de continuar navegando à vista pelo monte tive ainda oportunidade de encher o cantil num tanque. Se virem o percurso (Ponto Só para experiente... 41.593372°; -7.906453°) que marquei percebem que subi o monte e voltei a descer fugindo ao caminho fechado mas sempre em direcção ao trilho marcado. Correu muito bem. Adorei, mas o melhor estava ainda para vir. Denominei por Trilho Magnífico o trilho que me levou a passagem pelo Rio Batoco até à aldeia de Moscoso. Segui em direcção a sul depois de Moscoso ainda sozinho pelo famoso empedrado que fazemos sempre que vamos ao Nariz do Mundo. Foi neste trilho que encontrei o grupo que me tinha ultrapassado pois atalhou pela aldeia de Beços.

Seguimos até Formigueiro, Rio Douro (não confundir com o Rio Douro), passamos ao lado de Cabeceiras de Basto e quando, finalmente, estávamos perto do ponto do almoço em Arco de Baulhe, tivemos uma dificuldade acrescida em percorrer o percurso que nos levou ao interior de uma quinta que tinha o portão de saída para a estrada fechada. (as nossas desculpas para o dono, que vedou a propriedade apenas pelo lado da estrada). Perdemos algum tempo até encontrar o Restaurante "O Caneiro" (41.490475°; -7.962102°), apesar da minha relutância em almoçar de faca e garfo nestes passeios, pois normalmente andar de moto com a barriga cheia não me trás boas experiências e também porque o prazer de um bom almoço, regado com um bom vinho, não é muito compatível o prazer de se pilotar com todas as nossas faculdades e mesmo apesar de esperarmos 20 minutos por uma mesa, digo que valeu muito a pena. Sugiro o Polvo Assado no forno com arroz do mesmo, prato muitíssimo bem confecionado servido numa elegante travessa de ir ao forno prateada o arroz quase preto é DELICIOSO! Afinal valeu bem a pena!

Após o almoço voltamos a abastecer as máquinas e seguimos em direção a Vieira de Brumela, Atei, Carvalhais, Travassos e Bilhó. Neste percurso só o Pedro  Costa nos acompanhou, as restantes moto de duas rodas acompanharam as de quatro rodas. O percurso passou pelo fantástico  e conhecido estradão depois de passarmos  em Carvalhais (41.449213°; -7.898249°), mas também passou pelo cansativo trilho antes de carvalhais identificado no ponto (Só pedra: 41.453656°; -7.906327°). Terá sido aqui que o Pedro se cansou Wink)?

Chegados a Bilhó seguimos quase sempre por estrada Cry, má decisão pois pouparíamos muitos kms de asfalto se tivéssemos seguido por fora de estrada (10 km em vez de 2.5km, e nem sequer eram difíceis... mas a pressa de chegar a casa fez-nos tomar esta decisão..., mais valia tomar a direcção por estrada até Bobal e depois Anta, bem mais perto por aqui... (oh pessoal! É necessário confiar em quem navega!Laughing). Em vez disso fomos a Vila Châ, quase às Fisgas de Ermelo (Vista Cascata Principal: 41.375890°; -7.869562°), Cavernelhe, Pioledo e finalmente Anta. Depois continuamos por Lamas de Olo, passamos pela Lagoa, um pequeno desvio pela trialeira dos Paus (41.343577°; -7.780956°) e finalmente Relva. Tomamos a direção de Borbela e fizemos ainda o nosso habitual percurso de domingo, mas a descer. Devo confessar, que me deu um grande prazer este trilho final por sentir que estava a chegar a casa e pela velocidade com que eu e o Nuno Real o fizemos...

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Mais tarde soube que todo o grupo chegou bem e apesar de não nos despedirmos ficam aqui os agradecimentos a todos.

Pedro da Moto 4 rodas: A bôla era maravilhosa. Curti a atitude. Thanks.

José Barros: Obrigado pelo estudo do percurso, o vinho também estava bom. Obrigado

Rafael da Moto Ás: Obrigado pela boleia dos sacos e para a próxima leva pala no capacete, dá jeito por causa do sol de manha e ao fim da tarde. Ah! Um silenciador no escape também era bom. Moltes Gràcies.

Sérgio: Discreto, mas muito simpático. Gostei da companhia. Merci

Nuno: Ainda bem que levou a camara de ar... boa navegação e obrigado por não ressonar. Grazie.

Nando: És um santo... sem a tua ajuda chegavam todos ao fim do percurso de rastos... Faltou a tua companhia na piscina. Gracias

Arménio: Obrigado pelo desafio, foste tu que o lançaste. Toca a andar mais vezes e de preferência em pé. Danke

To zé: Deste um tombo por minha causa... para a próxima trava com o travão de trás... Ah! E bom salto na passagem da água. Tomá lá está em Sueco. Tack.

Pedro Costa: Levar o vinho à piscina foi um gesto bonito. Bom andamento na AJP. Parabéns. E para si em Dinamarquês. Dank u

Pedro Ok Pneus: Melhor sorte para outra vez. Já me aconteceu o mesmo. Abraço. Ok.

 

 

Percurso Realizado no formato KML (ainda em bruto) | Fotos

12-03-2012 |José Ramos | Passeio à Barragem da Paradela no Parque Nacional Peneda do Gerês

 
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Orlongo 2 - Fim

Chegamos ao fim dos 4 dias.

Correu muito bem, passamos por espetaculares paisagens e o convívio do grupo foi espetacular.

Todos com grande interesse marcaram os pontos e seguiram o trilho marcado.

Obrigado ao Serafim, Nando e André pela preciosa ajuda durante o passeio.

Obrigado a todos pela participação.

Até à próxima.

Veja alguma fotos das quase 2000 que chegaram <<<<< FOTOS >>>>>

José Ramos

 
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Orlongo 2 - Track Final

Finalmente o Track Final da Orlongo 2 em duas versões:

KML e GDB

orlongo2-final.zip

 
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Orlongo KML - 4 Dias TT

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Ver fotografias dos pontos

 
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Lista de Inscritos Orlongo 2

4x4

Serafim Pimenta - Toyota 80

André Cunha - Toyota 70

Paulo Fonseca - Toyota 90

Luis - Opel Monterey

Zeca - Isuzo

Né - Subaru

José Armindo + Esposa - Toyota 70

Oscar - Patrol

Francisco - Patrol

 

Motos 2 Rodas

José Ramos - KTM 450

Fernando Nunes - Husqwarna 310

Paulo - KTM 450

Nelo - Suzuki DR400

Barbosa - Suzuki DR400

Pedro Costa - BMW GS1200

Teles - Honda CRF 250

Pedro - TM 125

Francisco - Suzuki RMX 250

Francisco - WR

 

 
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